Belo Vale

 

Belo Vale, história e mistérios

 

Por seus caminhos passaram os primeiros exploradores de Minas Gerais e na Igrejinha dizem que o boi falou, reclamando com o fazendeiro de trabalhar em dia santo

 

Já gravei algumas vezes nesta cidade, que fica a 78 KM de BH, e tenho um carinho especial por ela, pois sou apaixonado pela história de Minas e foi aqui um dos locais por onde nosso Estado começou. A Igrejinha de Santana do Paraopeba é uma das mais antigas da região, fica em um morro bem alto e servia de referência para os bandeirantes. Deste ponto eles avistavam outras serras da cidade vizinha de Moeda e assim seguiam viagem. Neste pequeno templo também existe uma história misteriosa. Segundo contam na região, em uma sexta-feira da Paixão, um fazendeiro queria trabalhar e pegou para isso um boi cargueiro. Foi quando teve a surpresa do boi falar com ele que não era dia de trabalho. Assim, a festa religiosa que acontece lá ficou famosa e atrai milhares de pessoas.

 

Belo Vale ainda abriga o Museu dos Escravos, que relata detalhadamente este momento de sofrimento dos afrodescendentes em Minas Gerais. Lá são encontradas, além das histórias detalhadas dos negros no Brasil, todas as peças usadas nas fazendas para punição daqueles que faziam algo errado na ótica dos fazendeiros. Completam  alista de atrações da cidade o Forte das Casas Velhas, de muita importância histórica, a Fazenda Boa Esperança, que se transformou em Museu; a Cachoeira Boa Esperança e várias outras quedas d’água, além de belas trilhas e passeios pela Estrada Real. É isso mesmo, nesta cidade ainda encontramos partes de pedra e muros de arrimo feitos pelos escravos. Vale a pena conhecer.

 

HISTÓRIA DA CIDADE

Segundo a tradição, foram os bandeirantes paulistas, Paiva Lopes e Gonçalo Álvares, ambos participantes da expedição de Fernão Dias Paes, os desbravadores da região onde se acha o atual município. Entrando na região, avançaram alguns quilômetros e às margens do rio São Gonçalo, fundaram o povoado de São Gonçalo da Ponte, núcleo do atual Município de Belo Vale. 
Posteriormente, outras famílias foram-se fixando no local, construíram duas igrejas (São Gonçalo do Paraopeba e São Gonçalo da Ponte) e uma estrada, ligando o território à Barbacena.
Pouso de Bandeiras inicialmente, passou a comunidade à exploração de Catas minerais. A agricultura substituiu posteriormente a mineração como atividade econômica. O comércio se fez por tropas de burros até 1916, quando foi inaugurada a Estrada de Ferro Central do Brasil.
Não se sabe ao certo a origem do topônimo, supondo-se ter sido adotado em razão da situação topográfica do lugar.

 

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Belo Vale: História e Mistérios

15/02/2018

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