CORONAVÍRUS: A luta de bares e restaurantes em Minas Gerais!

Por Otávio di Toledo

Continuamos buscando respostas para a confusão que o Coronavírus está causando em nossas vidas e em nossa economia. Estamos parados a praticamente uma semana e muitas empresas já mostram sinais de fraqueza e podem entrar no vermelho em pouco tempo (se já não entraram). Neste sentido, como tenho muitos amigos proprietários de bares e restaurantes, fui buscar também algumas dicas para quem precisa utilizar estes serviços. O médico gestor da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), Rodrigo Muzzi Safe, acredita que realmente os cuidados devem ser redobrados, mas que é possível oferecer serviços com mais segurança tomando algumas precauções.

A insegurança dos clientes de restaurantes se concentra principalmente no “self-service”, no qual a comida fica horas em exposição. Para piorar, todos pegam nos talheres para servir e alguns, mais mal educados, conversam ao telefone servindo sua comida, o que é inaceitável. Rodrigo sugere que todos os clientes se ajudem: “Agora, é um pelo outro. Quem está na frente deve cuidar de quem vem depois, pois alguém já passou por ali antes. As dicas principais: não conversem ao servir, lavem as mãos antes e depois de servir. Mesmo antes de começar a almoçar lave novamente as mãos”.

O especialista, que já faz parte da força-tarefa contra o Coronavírus, explicou ainda que os donos de restaurantes e bares também podem ajudar: “Todos os funcionários devem passar por triagem de saúde. Ao menor indício de gripe ou qualquer outra anormalidade devem ser afastados. Além disso, cozinheiras e demais pessoas com contato direto com os alimentos têm usar luvas e, de preferência, máscaras. Devem lavar as mãos incessantemente. São hábitos que todos nós e todos os estabelecimentos já deveriam seguir, mas que esquecíamos. Agora não tem mais jeito.”

Nenel, que faz um belo trabalho com a baixa gastronomia, visita e grava em botecos bem variados, saiu em defesa deste segmento e deu uma dica interessante: “Como estamos ficando em casa seria interessante ligarmos para o bar, fazer o pedido, passar lá só para pegar e comer em casa. A marmita também pode ser uma boa solução. Não podemos é deixar que estes importantes representantes da nossa economia e da nossa culinária fechem as portas!”, argumentou Nenel, através de um programa de rádio. Ele deu como exemplo o Patorroco, que também é amigo meu e tem um boteco conceituado no bairro Prado em BH. Ele está atendendo delivery para manter seu estabelecimento aberto. 

Como já disse, há 17 anos viajo por Minas Gerais destacando o turismo e a gastronomia, o momento é de ficar mais em casa, mas precisamos encontrar fórmulas inteligentes de não deixar que alguns setores de economia acabem com esta crise. Vamos todos juntos com responsabilidade, amor, solidariedade e criatividade enfrentar e vencer esta pandemia.

ENTREVISTA COMPLETA NA ÍNTEGRA: https://youtu.be/PnmvAIX2EGI

Criando em: 19/03/2020